Marchas pelos direitos humanos. Presente!
Marchas por melhores condições de trabalho.Presente!
Marchas contra a devastação da Amazônia. Presente!
Marchas contra a privataria insana de um mandatário. Presente!
Marchas contra a TFP. Presente!
Marchas contra a ditadura militar. Presente!
Uma cova rasa na região do Bico do Papagaio. Presente!
A história ainda não contou suas verdades escondidas
Entre literaturas amenas de diários e semanários
Para saber a verdadeira história do Brasil há três caminhos:
Bibliotecas, Internet e Sobreviventes.
Não queremos BIS de corpos lançados ao mar
Ou enterrados em valas,
Como arquivos velhos numa caixa empoeirada.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Mudanças: Dona Clara nos deixará partir?
Dona Clara, que nos acolheu de braços abertos há mais de um ano, parece não se sensibilizar com nossa situação. Um bairro periférico, porém vitimado pela especulação imobiliária. Há proprietários preferindo deixar imóveis vagos do que alugá-los. As placas de "Vende-se" entulham o visual, criando-se a falsa impressão de que todos que aqui moram partirão para algum lugar distante. Não. Nem aqui moram. Apenas possuem. Possuem o espaço em que outras pessoas vivem. Estou cansado de mudar de habitação. Desde os primórdios vivo como nômade, cambiando de lugar. Tanto CEP já fez parte da minha vida. Acho que vou ter que alugar uma caixa postal. Por que eu não posso tê-la também?
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Arrastando Móveis escada abaixo
Na casa de dois pisos, o sujeito sobe e desce a escada pois lava roupa em tempo chuvoso ao som de Móveis Coloniais de Acaju. Eu não nasci com fama, mas arrasto Móveis escada abaixo pra ver se a roupa já está pronta pra pendurar no varal interno. No externo, o que tinha já secou e molhou algumas vezes nos últimos 30 minutos. Quem sabe eu perco peso nesta maratona.
domingo, 4 de janeiro de 2009
É hoje que eu não durmo!
Rolando 17 horas, não foi nenhum recorde, acho que não durmo hoje ou amanhã. Preciso parar com isso. Daqui a pouco tô dormindo de ponta cabeça debaixo da escada. Vou ler alguma coisa do século passado pra ver se relaxo. A última atividade não foi bem o que eu esperava. Ainda espero mais.
O álcool era pra verruga
Verruga é um negócio muito feio. Tinha duas aqui no peito. Digo "tinha" porque tinha. Não tenho mais. No intervalo entre este texto e o outro eu cortei esses bagulhos. Juntei uma garrafa de álcool, daquele que bêbado bebe, e tomei coragem. Não doeu, agora, suponho, que estou anestesiado. 4%. Amanhã não sei o que virá. Mas agora eu olhei e ficou mais bonito. Deve ser o estresse. Essas coisas não me apareciam quando eu vagava. Foi só ter registro em carteira de trabalho que o negócio apareceu. É, meu filho. Quem diria que você estaria fazendo cirurgia plástica caseira! Se o resultado for duradouro, abro uma clínica e começo a ganhar dinheiro com isso. Extreme.
O dia é noite
Como um vampiro, virei o dia de olhos fechados, dormindo o sono dos cansados. O dia foi noite, neste sábado. A noite não sei o que será. Estou cansado, muito cansado. E é férias, ainda. Após, não sei o que será. Gostaria de estar mais produtivo, menos cansado, menos perdido. Tenho um teto, que não é meu. Pago por ele. Gostaria de não ter que pagar para usufruir, mas de pagar para tê-lo. Se tem uma coisa que penso em comprar é uma casa, apartamento não. Depois, quem sabe. Agora, só penso nisso. Cansa pagar aluguel. Tudo bem que é devido, tem um acordo. Eu moro, eu pago. Mas vou ver esta semana se o Governo patrocina um trabalhador na compra de uma casa para moradia. Vejo por aí muito financiamento para investimento. Gente que compra imóveis não para morar, mas para alugar. O Governo não deveria permitir isso. Dinheiro público não pode ter intermediário que não seja público. Mais um episódio, mais uma terapia da palavra. Sinto uma leveza nos pensamentos, mas o corpo cansado.
sábado, 3 de janeiro de 2009
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Centro
Fui ao centro hoje. Chamam aquilo de centro. Pra mim é periferia. Meu centro é o meu bairro com suas ladeiras e um rio que corre debaixo da avenida principal. Córrego subterrâneo. Um sujeito escreveu um livro sobre "causos". Há vários córregos subterrâneos em Belo Horizonte. No "centro" tem demais. Quem enterrou os córregos não imagina como seria lindo ver alguns vales nesta cidade. Progresso? Isso é pra carro e especulador imobilário. Eu queria ver natureza. Ah, no centro tem! Chama parque municipal. 452 dias que moro aqui e nunca fui ao parque municipal. Como eu sei o número de dias? Usando uma calculadora financeira. Amanhã serão 453 dias. Serão? Será? E se eu resolver quebrar este tabu? Jogador de futebol é que gosta de quebrar tabu. A maioria diz que "tabu foi feito pra ser quebrado". Então, come a mãe, sô! Tabu é tabu, meu filho...
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Acertei no Milharal
Faturei um milhão
Jogando em números.
1,2,3,4,5,6
Deu certo.
Dividiram 100 milhões
Entre 100 teimosos
Da seqüência.
Como daquela vez
Em que não deu zebra
Na Loteria Esportiva.
Receita para o sucesso:
Seja o último,
Pois o último será o primeiro.
O primeiro a perceber que
É inútil usar matemática
Numa coisa aleatória.
Jogando em números.
1,2,3,4,5,6
Deu certo.
Dividiram 100 milhões
Entre 100 teimosos
Da seqüência.
Como daquela vez
Em que não deu zebra
Na Loteria Esportiva.
Receita para o sucesso:
Seja o último,
Pois o último será o primeiro.
O primeiro a perceber que
É inútil usar matemática
Numa coisa aleatória.
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